Saúde

Exposição pré-natal ao álcool pode causar transtornos de comportamento na adolescência

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Estudo publicado na edição de março da revista da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente adverte que adolescentes cujas mães consumiram álcool regularmente ao longo do primeiro trimestre de gravidez apresentam um risco três vezes maior de desenvolver problemas graves de comportamento.

Pesquisadores da University of Pittsburgh School of Medicine analisaram dados coletados de 592 crianças e suas mães. As mães foram avaliadas dos quatro aos sete meses de gravidez, logo após o parto e, em seguida, juntamente com seus filhos, quando as crianças tinham 8 meses de idade, 18 meses e 3, 6, 10, 14 e 16 anos.

A quantidade, freqüência e padrões de uso de álcool – incluindo cerveja, vinho e licor – por parte das mulheres durante a gravidez foram resumidos como consumo médio de álcool por dia.

A análise dos dados coletados demonstrou que, aos 16 anos, os adolescentes cujas mães consumiram, em média, uma ou mais bebidas alcoólicas por dia no primeiro trimestre da gestação apresentaram três vezes maior probabilidade de desenvolver transtornos de conduta que os adolescentes cujas mães consumiram menos que de drinque por dia ou não consumiram álcool durante a gestação.

O estudo define transtorno de conduta como um padrão onde são identificados sérios problemas de comportamento que duram mais de um ano e inclui, de acordo com os pesquisadores, atitudes como destruição de propriedade, agressão contra pessoas e animais, desonestidade ou roubo e violações de regra grave.

De acordo com os pesquisadores, de uma perspectiva clínica, a exposição pré-natal ao álcool deve ser considerada como um risco para o transtorno de conduta. Para permitir uma visão mais completa das relações entre a exposição pré-natal ao álcool e o transtorno de conduta, o próximo passo do estudo seria definir as interações entre a exposição pré-natal, fatores ambientais e herança genética.

Atualmente, a maior parte das mulheres é perfeitamente consciente de que beber durante a gravidez pode provocar sérios defeitos de nascimento, porém, parte destas não acredita que o consumo moderado também seja prejudicial ao feto. De acordo com a comunidade científica, no entanto, nenhum nível de consumo de álcool durante a gravidez é comprovadamente seguro. E, como muitas vezes as mulheres não sabem que estão grávidas de poucos meses, é aconselhável que mulheres que podem estar grávidas ou aquelas que estejam tentando engravidar também evitem o consumo de bebidas alcoólicas.

Quando uma mulher grávida bebe, o álcool atravessa a placenta e chega ao feto. No organismo imaturo do feto, o álcool é discriminado muito mais lentamente do que no corpo de um adulto. Como resultado, o nível de álcool no sangue do bebê costuma ser ainda maior que o nível no sangue da mãe, o que, muitas vezes, faz com que o feto sofra danos que irão se revelar ao longo da vida.

Não há até o momento nenhum indício de que o consumo de álcool pelo pai possa provocar danos no desenvolvimento do feto até a idade adulta, porém os homens podem contribuir muito com suas parceiras evitando também beber álcool durante a gravidez.

Kika - Sou blogueira há 10 anos, dedico a vida a produção de conteúdos sobre beleza e cabelos. Amo, amo, o que faço, por isso... com muito amor <3 compartilho dicas no PatricinhaEsperta e CabelosLoiros. Insta: @blogdakika E-mail: [email protected] Lindona, se gostou, clica na estrelinha acima e vote ;-) Compartilhe com suas amigas. Beijos no coração.

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