Saúde

Lúpus, uma doença revestida de mistérios

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O nosso corpo é nossa fortaleza. E como toda fortaleza para funcionar corretamente e cumprir sua função deve estar atenta a qualquer invasão externa. No caso do nosso corpo todos nós possuímos um sistema imune que atende exatamente essa finalidade. Esse sistema, que é resultado de um longo processo evolutivo, tem condições de reconhecer qualquer tipo de invasão ou agressão. Tal sistema é tão complexo que tem condições de discernir o que danoso para o organismo e que dele faz parte do que não pertence ao corpo, mas que também o danifica, tais como alimentos por exemplo. No entanto, por uma série de fatores, esse sistema dá uma “pane” e com isso, o corpo, desprotegido, fica aberto a adquirir diversas doenças conhecida como autoimunes, entre elas destaca-se a Lúpus.

A Lúpus tem potencial para afetar diversas partes do corpo, tais como a pele, as articulações, coração, pulmões, sangue, rins e até o cérebro. Nessa doença, o curioso é que o sistema imunológico ataca as células e tecidos saudáveis por engano, o que pode destruir as articulações, pele, vasos sanguíneos e órgãos. Dependendo do grau, ela pode levar a vítima a morte. Embora seja considerada uma doença rara, o fato é que há estimativas que afirmam que atinge cerca de 1% da população mundial, o que dá cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, sendo deste total 2 milhões do Brasil.

Suas manifestações físicas

Existem vários tipos de lúpus. O mais corriqueiro é o eritematoso sistêmico que afeta várias partes do corpo, mas há ainda o discóide, responsável por uma erupção cutânea; o cutâneo subagudo, que provoca feridas e também o Neonatal lúpus, esse mais raro, e que ataca recém-nascidos. Outro aspecto curioso, é que essa doença afeta cada pessoa de um jeito. Seus sintomas podem se manifestar, em alguns casos, repentinamente ou muito lentamente. Essa característica, sem dúvida, dificulta seu diagnóstico quando ainda está começando a se manifestar. Para se ter uma ideia, é muito comum as pessoas desenvolverem os flares, que é uma espécie de lúpus, cujos sintomas podem melhorar rapidamente como podem se agravar.

Os sintomas mais conhecidos são fraqueza e cansaço, dores musculares, perda de apetite, glândulas inchadas e queda de cabelo. Além disso, podem se desdobrar em dores abdominais, náuseas, diarreias e vômitos. Há também sintomas na pele, tais como manchas vermelhas nos braços, mãos, rosto, pescoço ou costas, lábios ou úlceras na boca.

Normalmente essa doença, que aparece em ambos os sexos, atinge com maior incidência pessoas jovens do sexo feminino em idade fértil, entre 20 e 40 anos, em razão do hormônio feminino estrogênio facilitar o seu desenvolvimento. No entanto, o curioso é que apesar do homem ser pouco atingido, quando o é, a doença costuma se agravar.

Recentemente a cantora Lady Gaga, disse em um programa “Larry King Live”, da CNN, que tem tendência a desenvolver essa doença, apesar de não apresentar nenhum sintoma, mas pelo histórico da família, que perdeu uma tia vitimada pela doença, indica que ela precisa ficar atenta, ou seja, a hereditariedade pode contribuir.

Suas causas e como tratar

As causas dessa misteriosa doença, que não é contagiosa, são desconhecidas, visto que ela ocorre em razão de uma somatória de fatores genéticos, ambientais e até hormonais. Para realizar esse difícil diagnóstico é preciso associar dados clínicos com os laboratoriais. Além disso, o médico, de preferência reumatologista, deve ficar muito atento quando a manifestação da doença ainda está no começo. Por isso é bom observar se o paciente reclama de dores articulares, sensação de estar doente, está muito magro, apresenta queda de cabelos. Nesse sentido, exames antigos que demonstram alterações tipo glóbulos brancos baixos, alterações na urina sem justificativa, tais sinais podem indicar que a doença está começando. A pesquisa anticorpos também auxilia.

Como em cada pessoa a doença se manifesta de uma maneira diferente, não um tratamento padronizado. O que se sabe é que os medicamentos utilizados, geralmente uma combinação de corticoides tópicos ou sistemáticos –via oral e injetável – anti-inflamatórios, imunossupressores e antimaláricos,  podem provocar efeitos colaterais muito significativos, por isso devem ser manipulados apenas por profissionais muito experientes. Como é uma doença que não em cura, é preciso saber conviver com esse mal. Para isso, é importante mudar alguns hábitos, tais como evitar a exposição ao sol e os estrogênios – utilizados em anticoncepcionais e na reposição hormonal, isso sem contar com a obrigação de se afastar da obesidade e dos alimentos gordurosos, praticar atividades físicas e evitar o fumo.

Apesar do mistério que cerca essa doença em relação a sua origem, é muito importante a pessoa fazer exames periódicos para que seja tratada a tempo de não evitar todo esse estrago que provoca no organismo.

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Kika - Sou blogueira há 10 anos, dedico a vida a produção de conteúdos sobre beleza e cabelos. Amo, amo, o que faço, por isso... com muito amor <3 compartilho dicas no PatricinhaEsperta e CabelosLoiros. Insta: @blogdakika E-mail: [email protected] Lindona, se gostou, clica na estrelinha acima e vote ;-) Compartilhe com suas amigas. Beijos no coração.

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