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Ser vegetariano pode matar mais animais

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Comer carne vermelha tem sido muito questionado por suas consequências para o meio ambiente e o bem para o animal. Com isso ser vegetariano pode ser a pior coisa que você pode fazer.

Especialista em ética, Peter Singer diz que existe uma gama de maneiras de nos alimentarmos e que devemos escolher o caminho que causa o menor dano aos animais. A maioria dos defensores dos direitos dos animais diz que o melhor seria comer plantas.

É necessário em torno de 2 a 10 quilos de plantas, dependendo do tipo de plantas envolvidas, para produzir um quilo de animal. Dada a quantidade limitada de terra produtiva no mundo, parece fazer mais sentido focar nossas atenções culinária em vegetais, porque teríamos, sem dúvida mais energia por hectare para o consumo humano. Teoricamente, isto também deve significar que menos animais sencientes seriam mortos para alimentar os apetites de seres humanos.

Mas antes de tirar a carne vermelha da sua dieta por razões éticas ou ambientais, vamos testar essas preposições.

Dados publicados sugerem que, na Austrália, produzir trigo e outros grãos resulta em pelo menos 25 vezes mais animais mortos por quilograma de proteína utilizável, com isso mais danos ambientais, e uma crueldade muito maior com animais do que a produção de carne vermelha.

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Como isto é possível?

Agricultura para a produção de trigo, arroz e legumes exige desmatamento da vegetação nativa. Este ato sozinho resulta na morte de milhares de animais australianos e plantas.

Desde que os europeus chegaram à Oceania, perdemos mais da metade da vegetação nativa da Austrália, principalmente para aumentar a produção de monoculturas de espécies introduzidas para consumo humano.

 

A maioria das terras aráveis da Austrália já está em uso. Se mais australianos quiserem que suas necessidades nutricionais sejam supridas pelas plantas, a nossa terra cultivável terá de ser ainda mais intensamente cultivada. Isso exigirá um aumento no uso de fertilizantes, herbicidas, pesticidas e outras ameaças à biodiversidade e à saúde ambiental.

Ou, se as leis existentes forem alteradas, mais vegetação nativa poderia ser liberada para agricultura (uma área equivalente aos estados de Vitória e Tasmânia juntos seria necessária para produzir a quantidade adicional de alimentos à base de plantas).

O estado de Vitória, que tem como capital Melbourne, no Sudeste australiano, possui uma área de 237,6 mil quilômetros quadrados. A Tasmânia é a maior ilha australiana. Está ao Sul do continente e possui uma área de 65,0 mil quilômetros quadrados.

A maioria dos bovinos abatidos na Austrália alimenta-se exclusivamente de pastagem. O pastoreio ocorre principalmente em ecossistemas nativos. Estes mantêm níveis mais elevados de biodiversidade nativa do que as plantações.

Os pastos não podem ser usados para produzir culturas, então a produção de carne aqui não limita a produção de alimentos vegetais. A pastagem é a única forma que os seres humanos podem obter nutrientes de 70% do continente.

Em alguns casos, as áreas de pastagens foram substancialmente alteradas para aumentar o percentual de estoques de vegetais. O pastoreio também pode causar danos significativos, tais como perda de solo e erosão. Mas isso não resulta na destruição do ecossistema nativo necessária para o cultivo.

Este dano ambiental está fazendo com que alguns ambientalistas renomados questionem seus próprios preconceitos. O britânico defensor ambiental George Monbiot, por exemplo, publicamente convertido de vegano para onívoro depois de ler o exposto por Simon Fairlie sobre a sustentabilidade da carne. E o documento do ativista ambiental Lierre Keith sobre o dano incrível para ambientes globais envolvidos na produção de alimentos de origem vegetal para consumo humano.

Na Austrália também podemos encontrar parte de nossas necessidades de proteína usando de forma sustentável a carne de canguru. Ao contrário dos animais de carne introduzidos, eles não trazem danos à biodiversidade nativa. Eles têm pés suaves, produzem pouco metano e o consumo de água é relativamente baixo. Eles também produzem uma carne saudável, com baixo teor de gordura.

A caça aos cangurus é permitida no território australiano de acordo com uma lei federal de 1999. Entretanto cada estado tem leis específicas. No geral, somente quatro espécies de cangurus (as mais abundantes) e duas espécies de wallabies (animal da família dos cangurus) podem ser caçadas comercialmente, por caçadores com licença.

As quatro espécies de cangurus que podem ser caçadas totalizam de 15 milhões a 50 milhões de animais nas áreas de caça, dependendo das condições sazonais. O abate de cangurus é definido através de sistema de cotas, revisto anualmente. Em média, dois milhões de animais são abatidos por ano no país.

A carne de canguru possui baixos índices de gordura. A tabela 1 é um quadro comparativo com a carne bovina.

Na Austrália, 70% da carne produzida para consumo humano provêm de animais criados em pastagens com muito pouco ou nenhum suplemento de grãos. Apenas 2% do rebanho bovino australiano é criado em confinamentos.

Cada bovino abatido gera uma carcaça de aproximadamente 288kg. Isto significa 68% de carne desossada que, com 23% de proteína é igual a 45kg de proteína por cada animal abatido. Isso significa 2,2 bovinos abatidos para cada 100kg de proteína animal produzida.

Produzir proteína de trigo significa arar a terra de pastagem e plantá-la com sementes. Aração e colheita matam pequenos mamíferos, cobras, lagartos e outros animais em grande número.

Além disso, milhões de ratos são envenenados em instalações de armazenamento de grãos a cada ano.

No entanto, a perda maior e mais estudada da vida senciente é o envenenamento de ratos durante épocas de pragas.

Cada área da produção de grãos na Austrália registra, em média, uma praga do rato a cada quatro anos, com 500 a 1.000 ratos por hectare. O envenenamento mata pelo menos 80% dos camundongos.

Pelo menos 100 ratos são mortos por hectare por ano (500/4 × 0,8) para cultivar cereais.

O rendimento médio do trigo é de 1,4 toneladas por hectare, sendo que 13% do trigo é proteína utilizável. Portanto, pelo menos 55 animais sencientes morreram para produzir 100kg de proteína vegetal utilizável. Isto é 25 vezes mais do que o verificado para a mesma quantidade de carne de pastagens.

Alguns desses grãos são utilizados para “terminar” gado de corte nos confinamentos (alguns são alimentos para o gado leiteiro, suínos e aves), mas o caso é que muitas vidas mais sensíveis são sacrificadas para produzir proteína utilizável a partir de grãos do que de pastagens de gado.

Há outra questão a considerar aqui: a questão da senciência ou a capacidade de sentir, perceber ou ser consciente.

Você não pode pensar que os bilhões de insetos e aranhas mortas para produção de grãos são sencientes, embora percebam e respondam ao mundo que os rodeia. Você pode considerar cobras e lagartos como criaturas de sangue frio incapazes de sentir, apesar de formar casais e cuidar de seus filhotes. Mas o que dizer de ratos?

Ratos são muito mais sensíveis do que pensávamos. Eles cantam complexas canções de amor para o outro que se tornam mais complexas ao longo do tempo. Cantar de qualquer tipo é um comportamento raro entre os mamíferos, anteriormente conhecido apenas por ocorrer em baleias, morcegos e seres humanos.

Camundongos fêmeas, tentam chegar perto de um cantor romântico qualificado. Agora, pesquisadores estão tentando determinar se as inovações em canção são geneticamente programadas ou se os ratos aprendem a variar suas canções quando amadurecem.

Camundongos filhotes deixados no ninho cantam para as mães – uma espécie de choro para chamá-las de volta. Para todas as fêmeas mortas pelos venenos que são administrados, em média, 5 a 6 ratos filhotes totalmente dependentes, apesar de cantar a chamar suas mães de volta para casa, inevitavelmente morrem de fome, desidratação ou são predados.

Enquanto que o gado, os cangurus e animais de carnes alternativas são mortos instantaneamente os ratos morrem em uma morte lenta e muito dolorosa. Envenenados.

Do ponto de vista do bem estar, esses métodos estão entre os menos aceitáveis modos de matar.

 

Embora às vezes cangurus filhotes são mortos ou deixados à própria sorte, apenas 30% dos cangurus mortos são fêmeas e apenas algumas estão com filhotes (o código da indústria diz aos atiradores que devem evitar atirar em fêmeas com animais jovens dependentes).

No entanto, muitas vezes esses filhotes de ratos dependentes são deixados para morrer quando deliberadamente envenenamos suas mães aos milhões.

Substituir a carne vermelha, por grãos leva a muitas mortes de animais mais sensíveis, o sofrimento de animais muito maiores e a degradação ambiental significativamente maior. Proteína obtida a partir de herbívoros custa muito menos vidas por quilo: é uma opção de dieta mais humana, ética e ambientalmente amigável.

Então, o que faz um ser humano com fome? Nossos dentes e o sistema digestivo são adaptados para sermos onívoros. Mas agora estamos desafiados a pensar sobre questões filosóficas. Nós nos preocupamos com a ética envolvida na morte de animais de pasto e em saber se existem outras maneiras mais humanas de obtenção de nutrientes adequados.

Baseando-se em grãos e leguminosas traz destruição de ecossistemas nativos, ameaças significativas para as espécies nativas e mortes, pelo menos, 25 vezes mais dos animais sencientes por quilograma de alimento.

O primeiro juiz do supremo tribunal australiano, o excelentíssimo Michael Kirby, escreveu que:

“Em nossa sensibilidade compartilhada, os seres humanos estão intimamente ligados com outros animais. Dotados de razão e da fala, que têm exclusivamente poderes para tomar decisões éticas e unir-se para a mudança social em nome de outras pessoas que não têm voz. Animais explorados não podem protestar sobre o tratamento ou por uma vida melhor. Eles estão totalmente à nossa mercê. Então, cada decisão do bem estar animal, seja no parlamento ou no supermercado, nos apresenta um teste profundo de caráter moral.”

Agora sabemos que os ratos têm uma voz, mas não têm sido ouvidos.

O desafio de ética para comer é escolher a dieta que causa o mínimo de mortes e danos ambientais. Parece ter muito mais apoio ético uma dieta onívora, que inclui carne vermelha de animais alimentados em pastagens e apoio ainda maior para uma que inclui caça sustentável de canguru.

Artigo reproduzido fonte: http://theconversation.com/ordering-the-vegetarian-meal-theres-more-animal-blood-on-your-hands-4659

Kika - Sou blogueira há 10 anos, dedico a vida a produção de conteúdos sobre beleza e cabelos. Amo, amo, o que faço, por isso... com muito amor <3 compartilho dicas no PatricinhaEsperta e CabelosLoiros. Insta: @blogdakika E-mail: [email protected] Lindona, se gostou, clica na estrelinha acima e vote ;-) Compartilhe com suas amigas. Beijos no coração.

25 Comments

  1. Flavio Amaral

    at

    Devido a condição do gado na Austrália só comer pastagem, isso só vale para a Autrália.

    No resto do mundo, ser vegetariano diminuiria as plantações e salvaria mais vidas humanas e dos demais animais.

    • Jessica

      at

      Pois é, só na Austrália mesmo. Eles esquecem de mencionar toda a produção, principalmente de soja, que é cultivada somente para rações.

  2. Pudim

    at

    Flavio Amaral, com base em qual pesquisa você conclui isso? Na realidade, se formos considerar o Brasil, o número de animais mortos seria MUITO maior, uma vez que a quantidade de trigo e soja, produzida aqui, é surpreendentemente maior. Esse artigo destrói completamente qualquer falácia vegetariana. É uma completa destruição, fica até difícil argumentar de forma contrária.

    • Eduardo Judice

      at

      A reporter poderia nos esclarcer o que comem os 5 bilhões de aves e os 130 milhões de bovinos abatidos anualmente somente no Brasil? Ela sabe que todas essas vitimas são vegetarianas? Ela sabe que só em 2013 foram produzidas mais de 200 milhões de toneladas de soja no mundo e que 80% somente para alimentação animal, 10% para óleo e somente 10% para alimentação humana? E que hoje há no planeta 50 bilhões de animais criados para o abate consumindo os recussos do planeta que correpondem a 20% da biomassa animal do planeta. Emfim mais uma reportagem tedenciosa e provavelmente comprada.

    • Lucas

      at

      Falácia vegetariana?
      Amigo, mais da metade de todos os grãos do mundo são destinados a animais explorados para abate, os mesmos que são violentamente torturados e escravizados, graças ao seu financiamento.
      No Brasil, quase 80% de todos os grãos são direcionados a animais explorados para abate.
      Não fale besteira.

    • Carnívoro do Capeta

      at

      Golpe…Kkkkk

    • Marcus

      at

      Vai lá então comer de picanha.

  3. Mariana de Mello

    at

    Caracas, que merda de matéria mal feita!
    Assista Cowspiracy, que está ganhando vários prêmios ambientalistas! Ser vegetariano SALVA milhões de vida. Se eu for responder a quantidade de informações erradas vou precisar reescrever a matéria!

  4. beagle

    at

    balela isso aí, só colocam o caso da austrália e no resto do mundo? agora quer dizer que não comer carne mata mais animais? Hahahahaha essa foi boa pra rir.

  5. Lucas

    at

    Vocês deviam se informar melhor. Mais da metade de todos os grãos do mundo são destinados a animais explorados para abate. No Brasil, este número é de quase 80%.
    Não tentem justificar o consumo antiético de carne com falácias, dados inconcisos e argumentos tolos.

  6. Elton

    at

    Que materia de 5a categoria, isso é desespero da indústrias exploradoras de animais que a cada dia tem perdido espaço. Se não tivéssemos feito os animais se reproduzirem na escala que foram, haveria comida para todos em uma escala de destruição muito menor… O pior é que uma matéria tendenciosa nos dias de hoje, que as pessoas repassam tudo sem ler, pode prejudicar mais as coisas, sites de notícias tem que ter mais responsabilidades!

  7. Vinicius Zimmer

    at

    Flávio Amaral: No RS e no pampa argentino o gado também se alimenta da pastagem nativa.

    Mas na verdade eu acho que cada um deve comer o que quiser, afinal nós seres humanos somos seres evoluídos e graças a proteína animal conseguimos desenvolver nossos cérebros e chegar ao topo da cadeia alimentar e construir civilizações complexas. Claro que devemos cuidar da parte ambiental. Mas deixar de comer carne é exagero!

  8. Simone

    at

    Achei péssima a matéria
    As pessoas estão querendo arranjar qualquer motivo para continuar a comer carne? Só pode ser isto….ou desespero por ver que este caminho não tem volta….

  9. Milly

    at

    Noooossssaaaaa que matéria horrível! Tendenciosa e completamente fora da realidade brasileira. Pesqueis mais antes de publicar bobagens.

  10. Débora

    at

    Que preguiça de matéria….kkkkkkkkkkkk
    Tecnologia vegetal está em alta, não se há a mesma necessidade de abrir espaço para plantio como antigamente, hoje se tem a biotecnologia e a engenharia genética que consegue uma maior produção no mesmo espaço utilizável…
    Ser vegetariano é uma evolução da alma, onde a bondade e viver em harmonia com a natureza prevalece.

  11. Eleziano

    at

    Perda de tempo.

  12. Marcus

    at

    A manchete é sensacionalista. A hipótese tratada no artigo seria que para o cultivo de mais vegetais para alimentar a população, menos áreas nativas existiriam para propiciar meio para os animais silvestres. Porém, tomaram como base a lógica carnívora capitalista, que age sobre a natureza, sem pensar nas consequências. O vegetariano como filosofia, presa pelo equilíbrio ambiental, por tanto, sendo ele o agende agrícola, com certeza desenvolveria meios para usar menos área para cultivar mais vegetais.

    De modo geral, se todo o homem pensasse no todo, ao em vez do que lhe convém, até mesmo o consumo de certos derivados animais, não traria mal algum aos animais, a exemplo do pequeno agricultor que vive muito feliz com o consumo de sua horta, de seus ovos não galados de suas meia dúzia de galinhas e da retirada apenas para consumo do leite de suas vacas, que continuariam com leite suficiente para amamentar seus filhotes.

  13. Terrorius

    at

    Os vegetarianos que se fodam…são todos petistas criados a leite com pera!! Salvar vidas é você tirar a sua bunda quentinha da cadeira e sua fuça da frente do seu Macbook e ir ajudar as pessoas mais necessitadas. Você já ajudou alguém hoje? Esse povo cheio de não me toque…tem que saber que todo excesso faz mal, para a saúde, meio ambiente e etc…devemos tentar conscientizar as pessoas que o consumo excessivo é prejudicial e não ser radical ao ponto de parar de consumir!! Parem com esse radicalismo…comer carne pode fazer mal para o organismo e meio ambiente, mas de outro lado tem os agrotóxicos nas frutas, vegetais e leguminosos!! Amigos…um dia seu dia irá chegar…seja vegetariano ou não!! Coma aquilo que lhe faz bem e o lhe convém, sem excesso…e pratique atividade física!! Toxo pra vocês!!!

  14. Thinker

    at

    Pura desinformação. A grande maioria dos grãos do mundo é destinado às rações animais. Mesmo a pecuária extensiva necessita de ração para complementar a alimentação dos animais. Ela pode ser até pior para o meio ambiente, pois utiliza áreas enormes de pastagem, que poderiam ser muito melhor aproveitadas com vegetais destinados diretamente para humanos. Seja qual tipo de pecuária for, ainda há poluição do ar, do solo e da água, assoreamento, consumo enorme de água para produzir os “alimentos”, etc.

    Em se tratando dos animais mortos nas plantações, isto ocorre, em sua maioria, pela necessidade de se manter enormes monoculturas para produzir ração animal, mas, mesmo que não fosse, é possível a tecnologia evoluir para proteger a entrada de animais nas plantações, mas ela nunca vai evoluir ao ponto de eliminar a necessidade de manter animais escravizados e matá-los para se consuma carne, leite e ovos, a menos que estes produtos sejam desenvolvidos em laboratório, e já existem iniciativas neste sentido. No entanto, esperar por isso é manter a necessidade de produtos de origem animal, que são desnecessários para a vida humana, arcando com todos os impactos que a Pecuária causou e está causando ao meio ambiente, à saúde da pessoas, além do sofrimento animal envolvido.

    Agrotóxicos são encontrados em maior quantidade em carnes, laticínios e ovos, para quem ainda não sabe.

  15. Erika

    at

    Nunca vi argumentos tão absurdos e falhos para justificar matança, mutilação, escravidão, exploração, abuso, degradação e tantas outras monstruosidades que o ser “humano” faz com os animais. Sempre há outros meios, desde que as pessoas entendam de fato o que estão praticando e busquem soluções plausíveis e não tolas e preguiçosas. Eu teria muita vergonha de ter produzido ou reproduzido esse texto, ainda mais com essa manchete. Triste toda essa falta de discernimento.

  16. Aruca

    at

    Muito fácil inventar números e jogar como dados sem embasamento nenhum. Agora simplesmente boicotar a industria da carne que é EXTREMAMENTE cruel e se alimentar de alimentos livres dessa crueldade vai fazer mais animais morrerem e de maneira mais cruel ainda? Ok… Isso não faz o menor sentido. Muito facil receber algum patrocinio ou ter alguma relação com alguma industria carnista e fazer a caveira de uma alternativa melhor para o planeta e para os outros seres existentes, apenas pra crescimento próprio.

  17. Questão de contexto local. Sem dúvida o preparo do solo mata muitos animais. O uso de agrotóxicos nas plantações e inclusive nas criações animais também mata. O exemplo mais citado no texto é a realidade australiana, que como no Brasil, maior parte das criações são a base de pasto, e portanto não revolvem o solo com frequência, evitando mortes.
    Mas vamos a nossa realidade, a qual também pode servir de referência e ser usada inclusive na austrália:
    Aqui uma forma de plantio comum e muito bem difundida (não necessariamente predominante) é o plantio direto, que não revolve o solo.
    Apesar das criações animais terem maior produção de proteína por ha (por razões óbvias), elas ainda tem a questão da citada conversão alimentar, que faz com que o aproveitamento animal não seja eficiente, a não ser que comêssemos insetos.
    E, o texto tem toda a razão em apresentar a falácia que é se alimentar apenas de vegetais (para não matar animais) sem se preocupar com a origem dos vegetais que se come. Se cultivados de forma convencional, com revolvimento de solo e agrotóxicos, está certissimo. MAS se cultivada de forma agroflorestal ela não só atrai mais animais e vida selvagem, como pode ajudar a recuperar biomas inteiros. Recomendo assistirem os filmes no youtube sobre sistemas agroflorestais, procurem sobre isso e Ernst Gotsch.
    Para começar vejam este filme: https://www.youtube.com/watch?v=C7h-JbaJjn4

    E, além disso tudo, pode-se ser vegetariano por outros motivos, como é meu caso. Sou vegetariano por saúde. E claro, pela saúde eu também busco me alimentar de produtos mais saudáveis, portanto cultivados melhor.

  18. Complementando

    Devemos combater os monocultivos sim, inclusive os monocultivos animais. O problema não é o comer carne ou vegetais e sim a forma como esses são produzidos!
    Cada contexto deve ser estudado individualmente.

  19. Marzo

    at

    Um fato isolado que sofre influencia do consumo de carne do resto do mundo. Não entrou no calculo que com um aumento médio de 7x na produção mundial de grãos os preços iam despencar e todo mundo ia ter acesso? O aspecto ético não conta nada ne!? Ah claro, esqueci tbm o capitalismo e a necessidade de lucro, manipulação de mercados e etc…eta mundinho, sempre tentando corrigir um erro com outro! 😛

  20. martha

    at

    Para criar gado, desmata-se muito mais do que para cultivar plantações. E só há superpopulação de animais porque eles são produzidos para abate.

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