Saúde

O Pessimismo Aumenta a Longevidade!

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A lógica sempre foi a de que o otimismo fazia parte da fórmula da longevidade, afinal, com otimismo se tem mais bem-estar e este, como se sabe, tem tudo a ver com qualidade de vida e longevidade.

Olhar a vida pelo “lado bom” sempre foi aposta certeira, e estudos foram feitos para analisar os seus efeitos na saúde, na qualidade e na expectativa de vida. Muitos foram os que constataram, inclusive um realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, que os otimistas tinham menos riscos de desenvolver problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, além de ter, de modo geral, uma saúde muito melhor e uma imunidade mais alta.

Dizia-se que o otimismo, inclusive, deixava a pessoa mais bonita, já que, de bem com a vida, o estresse ficava longe e com isso haveria menos radicais livres, menos envelhecimento, menos rugas e menos doenças cutâneas relacionadas às emoções.

Só que agora, para colocar tudo de cabeça para baixo, um outro estudo, embasado em anos de avaliação, revelou que aqueles que são conhecidos por verem a vida sempre pelo “lado negativo”, os pessimistas, vivem mais que os otimistas. Pior, eles têm a saúde melhor!

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A pesquisa foi bastante ampla e envolveu 40 mil voluntários, sendo que, ao final do estudo, concluiu-se que aqueles com poucas expectativas para o futuro, os pessimistas, tinham uma vida mais saudável do que os considerados otimistas em excesso, que tendiam muito mais a doenças e à morte.

A explicação lógica seria de que, de acordo com Frieder R. Lang, autor do estudo, quando se é pessimista em relação ao futuro, vive-se com mais cuidado e esses cuidados, com segurança e saúde, refletem na longevidade.

Os dados da pesquisam foram coletados durante 10 anos, entre 1993 e 2003, entre participantes (40 mil) divididos em três grupos de faixa etária diversas. O primeiro com idade entre 18 a 39 anos, o segundo de 40 a 64 anos e o terceiro acima de 65 anos. As perguntas e questionários envolviam avaliações de satisfação com a vida atual bem como projeções para o futuro próximo (cinco anos).

Passado esse período, os participantes foram novamente entrevistados para que as projeções feitas por eles pudessem ser comparadas aos níveis de satisfação.

No terceiro grupo, com pessoas acima de 65 anos, 32% superestimou o nível de satisfação, 25% previu com exatidão e 43% subestimou essa satisfação. O grupo que superestimou a satisfação para o futuro demonstrou um aumento de 9,5% de doenças e 10% de mortes.

Os mais velhos, apesar de mais pessimistas, foram os que se mostraram mais realistas quanto ao futuro, enquanto o grupo mais jovem, que também era o mais otimista, superestimou suas expectativas. Além disso, os pesquisadores da Universidade Friedrich-Alexander, de Nuremberg, constatou que quanto mais velha é a pessoa, mais pessimista ela é e mais ela vive, porém, paradoxalmente, quanto maior for a renda do indivíduo e quanto melhor for a sua saúde, mais ela é pessimista.

Sim, o pessimismos parece deixar as pessoas mais “alertas” e, por isso, as tona mais precavidas, o que reduz o risco de doenças, já que elas cuidam mais da saúde e levam uma vida mais saudável.

Kika - Sou blogueira há 10 anos, dedico minha vida a produção de conteúdos sobre beleza e cabelos. Amo, amo, o que faço, não poderia fazer outra coisa na vida. Com muito amor compartilho minhas dicas no PatricinhaEsperta e CabelosLoiros.com.br. E-mail: [email protected] @blogdakika

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